30ª ASSEMBLEIA GERAL DA OAFLAD
Primeiras Damas africanas reforçam compromissos que colocam mulheres e meninas no centro das estratégias de adaptação climática
A 30 ª Sessão da Assembleia da Organização das Primeiras Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD), que decorreu sob o tema “CONSTRUIR RESILIÊNCIA PARA MULHERES E RAPARIGAS PERANTE OS DESAFIOS DO CLIMA, DOS CONFLITOS E NA PROJECÇÃO DE FUTUROS SUSTENTÁVEIS”, sublinhou o compromisso para a promoção de um mundo mais justo, onde as mulheres e as meninas se sintam mais seguras e que possam sonhar com um futuro mais sustentável mais seguro e mais humano.
Ao discursar no encerramento da Assembleia, neste Domingo, 15 de Fevereiro em Adis Abeba, Ana Dias Lourenço, Vice-Presidente da OAFLAD, considerou o momento uma oportunidade para o reforço da cooperação entre os países africanos, partilha de boas práticas e consolidação de compromissos concretos da organização.
Durante o seu discurso, anunciou que Angola vai acolher, em 2026, a Gala de Mobilização de Recursos, para a implementação de projectos da Organização das Primeiras Damas Africanas para o Desenvolvimento (OAFLAD).
“A vossa participação activa será não apenas essencial para o êxito desta iniciativa, mas igualmente fundamental para a mobilização de outros parceiros e aliados que possam juntar-se a nós, neste esforço colectivo”, disse a Vice-Presidente.
Ana Dias Lourenço deu a conhecer que Angola, tem procurado reforçar políticas e programas que promovam o empoderamento feminino, a educação das meninas, a protecção social e a inclusão económica, com especial atenção às comunidades mais vulneráveis.
De igual modo, partilhou ainda duas experiências realizadas com sucesso em Angola, nomeadamente a Campanha “Nascer Livre para brilhar” que contribuiu para a redução da taxa de transmissão do VIH de Mãe para Filho, de 26% em 2019 para 14 % em 2021, e a Campanha “Somos todos Iguais”, implementada durante um ano, e teve como foco o combate à violência baseada no género em particular a violência Infanto-juvenil.
Ana Dias Lourenço destacou que Campanha “Somos todos Iguais” despertou na população angolana a consciência para a denúncia de casos, gerou engajamento dos órgãos de Justiça e resultou no aumento da pena dos prevaricadores de 3 para 12 anos de prisão efectiva, para os casos de abuso e violação de menores.
No âmbito do trabalho de desenvolvimento comunitário, partilhou que foi possível sensibilizar 151.647 pessoas, capacitar 7.359 líderes religiosos e criar 28 redes de apoio e protecção à criança.
Enquanto e instituidora da “Fundação Ngana Nzenza Para O Desenvolvimento Comunitário - FDC”, a Primeira Dama de Angola anunciou a construção do campus juvenil, no decorrer deste ano, na província do Cunene, ao sul de Angola, que oferecerá serviços integrados de saúde e bem-estar, aconselhamento e testagem para o VIH/SIDA e formação técnico profissional.
Aos participantes da 30 ª Sessão da Assembleia da OAFLAD, Ana Dias Lourenço, em nome da organização, agradeceu o empenho e dedicação nos trabalhos, que reforçaram a legitimidade e a relevância da missão colectiva a nível do continente africano.